Fibromialgia e o tratamento com cannabis medicinal

Fibromialgia e o tratamento com cannabis medicinal

Mesmo sendo uma doença crônica, o paciente que sofre com a fibromialgia tem nos medicamentos de canabidiol um importante aliado na busca pela qualidade de vida

Sabe aquela dor chata que te acompanha por alguns dias quando dá um mau jeito no pescoço? Ou então quando tem uma fisgada na parte posterior da coxa durante uma caminhada ou no futebol do fim de semana e fica com aquela sensação de que o músculo está latejando por um bom tempo?

Agora, imagine ter esse desconforto durante semanas, meses e anos. Difícil, não é mesmo? Mas é exatamente essa a batalha travada pelos pacientes que têm fibromialgia. A dor permanente é apenas um dos sintomas desse mal que afeta cerca de 5% da população mundial.

E se houvesse um aliado que atenuasse significativamente essas dores? Auxiliar diretamente no enfrentamento da fibromialgia é apenas um dos promissores efeitos que tratamentos à base de cannabis medicinal têm apresentado. Quer saber mais sobre isso? Continue a leitura!


Uma doença crônica

A fibromialgia, infelizmente, é uma doença crônica que, por enquanto, não tem cura. Muito mistério ainda envolve a enfermidade. Não se sabe ao certo o porquê de um paciente desenvolver a doença. Muito se pesquisa sobre a sua origem, mas a comunidade médica ainda não chegou a um consenso.

Aspectos genéticos são apontados como determinantes, mas não foi mapeado nenhum gene que é diretamente responsável por carregar a herança da doença. Traumas severos, físicos ou psíquicos, também podem ser gatilhos para que ela se instale. O stress excessivo também é considerado um dos principais vilões dessa patologia. Porém, algumas vezes, as dores podem se iniciar sem motivo aparente.

A fibromialgia pode atingir qualquer pessoa, mas, se for para traçar um perfil mais comum de paciente, as mulheres são quem têm a doença com mais frequência, principalmente as que têm entre os 30 e os 50 anos.

Mesmo o diagnóstico da fibromialgia não é simples, pois não se tem um teste específico que possa ser feito para defini-lo. Esse entendimento é construído por meio da investigação nas consultas. Não existe nenhum exame em particular que realize esse diagnóstico por meio da tecnologia ou da sorologia, por exemplo.

No acompanhamento com o médico responsável, geralmente o reumatologista, o paciente fará o relato dos sintomas e também contará sobre seu histórico médico e familiar. Mesmo com todas essas informações, habitualmente se fecha o diagnóstico da fibromialgia por eliminação.

A partir dos relatos e das consultas, o médico pedirá exames que vão apontar para outras doenças ou descartá-las. Dessa forma, ao excluir as diferentes possibilidades, a identificação da fibromialgia vai se tornando evidente e é possível determinar a doença.


Os principais sintomas

A principal queixa dos pacientes que enfrentam a doença é de dor generalizada. O desconforto pode ser intenso, começar em apenas um local e, gradativamente, se espalhar por outras regiões e até atingir todo o corpo do enfermo. As crises costumam afetar a musculatura e regiões com maior concentração de tecido mole.

Essas crises não têm uma periodicidade específica para cessarem, podendo se concentrar em apenas um dia ou durar meses. Os estudos indicam que a sensibilidade a dor de quem tem fibromialgia é muito maior e, por isso mesmo, movimentos simples que não teriam desdobramentos em situações normais, como ser segurado pelo braço, podem desencadear todo um processo de dor generalizada em quem tem a doença.

A fadiga excessiva é outro sintoma da fibromialgia, assim como os distúrbios de sono. Esse desconforto permanente não permite que o corpo relaxe e, na hora em que o paciente consegue adormecer e poderia ter um descanso, a dor acaba por provocar o despertar várias vezes durante a noite.

Por conta dessa dificuldade em permanecer dormindo, o paciente não consegue ter o repouso necessário para acordar recuperado, entrando em um ciclo contínuo de cansaço e provocando mais um sintoma: dores de cabeça e enxaqueca.

Muitos pacientes que têm fibromialgia também apresentam dificuldade cognitiva. Seja pela dor constante ou pela privação de sono provocada pela doença, a concentração para realizar determinadas tarefas está constantemente prejudicada. Por isso, atividades que requerem alto nível de atenção acabam se tornando extremamente complicadas.

Por conta de todos esses sintomas, a sobrecarga emocional acaba refletindo em problemas do âmbito da saúde mental. Não é incomum que quem sofre de fibromialgia também apresente quadros de depressão e ansiedade e tenha sua capacidade de socialização afetada.

Até por conta das dores perenes, o paciente acaba não tendo vontade de sair e de encontrar outras pessoas. Essa exclusão social decorrente da doença também tem reflexos na autoestima e estar em casa acaba se tornando o único refúgio.


O tratamento da fibromialgia com CBD

Como em toda doença crônica, o tratamento da fibromialgia consiste em atenuar os sintomas. Porém, o uso continuado de analgésicos e anti-inflamatórios costumam ter efeitos colaterais severos e podem, inclusive, desenvolver no paciente a dependência química dos remédios. Por isso, os tratamentos com Cannabis medicinal vem se tornando, cada vez mais, uma alternativa excelente.

O Canabidiol (CBD) é um fitocanabinoide extraído da cannabis medicinal que se transforma em uma medicação extremante eficaz no combate às dores. A principal função do CBD é provocar no organismo uma reação positiva aos diferentes fatores, internos e externos, para harmonizar os sistemas do nosso corpo. Mas como ele faz isso?

Essa reação é desencadeada a partir do estímulo da resposta celular adequada aos sintomas por meio do sistema endocanabinoide, que é o principal responsável pela comunicação entre os sistemas do corpo humano e, também, por regular o nosso organismo na busca do equilíbrio necessário para a manutenção das condições ideais para uma vida com qualidade.

Os receptores canabinoides são um dos principais componentes do sistema endocanabinoide e estão espalhados por todo o nosso corpo. O canabidiol age direto nesses receptores e, a partir disso, eles iniciam processos fisiológicos no nosso corpo com o objetivo de equalizar tudo que não esteja em equilíbrio.

Por isso, o tratamento da fibromialgia com medicações à base de Cannabis medicinal tem sido apontado pela comunidade médica como promissor. Essa função de regular o organismo, executada pelo sistema endocanabinoide, é essencial para o bem-estar físico e emocional.

Ao potencializar o funcionamento desse sistema, além de provocar um grande alívio das dores generalizadas, o CBD atua também no combate aos outros sintomas comuns nos pacientes que têm fibromialgia, como o stress, a ansiedade e os distúrbios de sono.

Como se não bastasse, o Canabidiol tem uma enorme vantagem em relação aos medicamentos convencionais: ele não tem risco de causar dependência. E quem diz isso não são as indústrias farmacêuticas que trabalham com remédios à base de cannabis.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), com base no acompanhamento de pacientes em tratamento e em diferentes estudos científicos sobre a cannabis medicinal, já reiterou que o CBD não tem efeitos que indiquem potencial de dependência. E mais uma boa notícia: os caminhos para esse medicamento ficaram muito mais acessíveis recentemente.


Ficou mais fácil contar com tratamentos à base de Cannabis medicinal

Aqui no Brasil, desde 2015 já é possível importar medicamentos de CBD. Em 2017, aconteceu outra importante conquista. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reconheceu, oficialmente, a Cannabis sativa como planta medicinal.

Mesmo com isso, o paciente que quisesse contar com essas medicações ainda encontrava muitas barreiras, desde a desinformação até a burocracia excessiva. Mas esse cenário mudou bastante há pouco mais de um ano.

Com uma atualização na legislação que estabelece as diretrizes para as importações em 2020, o caminho para acessar esse promissor tratamento ficou menos sinuoso e as prescrições de medicações de CBD vem se popularizando.

Somente em 2020, foram mais de 15 mil pedidos para aquisição desse tipo de medicamento. Atualmente, de acordo com a Anvisa, mais de 800 médicos já prescrevem medicações à base de Canabidiol e mais de 5 mil pessoas têm registro ativo para importação na agência.

Além da evolução do marco legal, o paciente que quiser adquirir, com toda segurança e tranquilidade, o que há de melhor em tratamento com CBD pode contar com o auxílio da LotusMed Brasil. O suporte da empresa começa ainda na conferência da receita prescrita por um médico de sua confiança e só termina quando o produto chega até sua casa.

A LotusMed Brasil trabalha com medicamentos importados diretamente dos EUA e Canadá, países que são referências em tecnologia farmacêutica e, principalmente, na medicina integrativa e no uso de terapias inovadoras, sendo os principais fornecedores do mundo no mercado de cannabis medicinal.

Agora que você já entende um pouco mais sobre a doença e sabe como o CBD pode ajudar, fica aqui um convite. Se você conhece alguém que enfrenta, diariamente, todas as limitações impostas pela fibromialgia, compartilhe este conteúdo com essa pessoa.

A missão do blog da LotusMed Brasil é democratizar as informações, combatendo o preconceito em torno da cannabis medicinal e criando uma comunidade que preza pela qualidade de vida dos pacientes e familiares. E contamos com você para que consigamos fazer com que a informação chegue a mais e mais pessoas.


O papel do CBD no combate à Endometriose
O papel do CBD no combate à Endometriose
Alzheimer e o tratamento com Cannabis Medicinal
Alzheimer e o tratamento com Cannabis Medicinal
Tá na mídia – Entrevista com a Folha de S. Paulo
Tá na mídia – Entrevista com a Folha de S. Paulo
A importância terapêutica do CBD no tratamento da Epilepsia
A importância terapêutica do CBD no tratamento da Epilepsia